Caetano Veloso: Transa

Baldi,mateus
Cobogo

82,00

Sob encomenda
5 dias


Considerado um dos grandes discos da carreira de Caetano Veloso, Transa — quarto álbum solo do músico e o segundo gravado durante seu exílio londrino — transforma a experiência do desenraizamento em linguagem musical. Em meio a uma Londres cosmopolit a, num momento em que transitava entre novas sonoridades e culturas sem perder a conexão com a terra natal, o artista mistura português e inglês, samba, reggae, rock e referências ao cancioneiro nordestino, criando uma sonoridade híbrida que reflete sua própria condição de expatriado. O disco foi gravado em quatro sessões no segundo semestre de 1971. Acompanhado pelos músicos Jards Macalé, Tutty Moreno, Moacyr Albuquerque e Áureo de Souza. Caetano construiu um universo musical mais acústico, intimista, despido dos arroubos tropicalistas, mas sem perder a sofisticação e o experimentalismo. Nesta livro, que faz parte da coleção O Livro do Disco, da Editora Cobogó, a autora Mateus Baldi vai da partida para o exílio aos bastidores de grav ação e à recepção na imprensa, apresentando uma profunda pesquisa de arquivos aliada a entrevistas inéditas feitas com os principais personagens da história do álbum. Para Baldi, Transa é um “disco-mapa” do Brasil que Caetano trazia dentro de si. Das múltiplas incorporações do cancioneiro brasileiro às faixas em inglês, o cantor recria “um Brasil íntimo de seus afetos” — e é a partir dessa chave de leitura que as páginas dissecam o disco. Em meio à violência da ditadura militar, Transa sur ge como bússola afetiva e artística “para se orientar em meio à devastação”, afirmando a música brasileira como espaço de resistência, memória e reinvenção. Como definiu Jards Macalé em entrevista à autora, o disco é “um alimento fundamental para a m úsica brasileira, para a cultura brasileira, para tudo e para a satisfação da gente. Foi e é muito grande”. “Recriar o país no exílio também passa por refunda-lo à imagem e semelhança do que se vê — por dentro. O que Transa sugere é a pluralidade, opondo êxtase e depressão enquanto as sobrepõe. O “triste” do título — e do início — abarca a desilusão com a ditadura, mas todo o resto perfaz o caminho de um Brasil represado nas frestas, uma enorme saga multiétnica, hiper-religiosa, que soube pen etrar na sociedade não para criar uma colcha de retalhos, mas uma possibilidade de sobreviver ao caos, à barbárie impetrada durante séculos pelo Estado. Estão ali os escravizados, os perseguidos, os torturados, os mortos, os deuses e os santos que n
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