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Atravessando Fronteiras
Etl
Atelie Editorial
73,00
Sob encomenda 7 dias
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A leitura das crônicas que Maria Amália Vaz de Carvalho publicou no matutino carioca O Paiz, entre 1884 e 1889, permite regressar ao convívio de uma escritora portuguesa que uniu interesses muito variados e uma visão culta às grandes questões da atua lidade, nomeadamente aquelas que tocavam o estatuto da mulher, acidulado pelas ideias modernas de emancipação e democracia.
Como Atravessando Fronteiras: Maria Amália Vaz de Carvalho e a Condição Feminina bem esclarece, os escritos jornalísticos da l iterata portuguesa manifestam a tensão própria da passagem dos costumes tradicionais, que não enjeita, para o seu debate no novo espaço público, com as distâncias encurtadas pela velocidade a vapor, a rotina elidida pelo telégrafo, a pólis tecida por periódicos e o foro comum atingido pelas novidades que aproximaram europeus e americanos.
Se a singeleza na interpretação de qualquer documento prima pela credulidade, como as autoras, especialistas na circulação das letras, recordam, só a problemat ização historiográfica, que exercitam metodicamente, faculta a compreensão e a fruição da eloquência da palavra feminina então publicada.
Além de fundamental, este é um estudo particularmente pertinente, já que converge com os resultados do projeto, é preciso falar sobre as ausentes: a colaboração feminina no jornal O Paiz, resultante de parceria acadêmica entre a University College London (UCL), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Fi lho (Unesp) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). A pesquisa reuniu crônicas de quatro colaboradoras do cotidiano, entre as quais as de Maria Amália Vaz de Carvalho, cuja colaboração no jornal brasileiro é analisada no presente volume.
[Profes sor Doutor Luís Manuel Crespo de Andrade – Universidade Nova de Lisboa]
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