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Parir Monstros, Devorar Filhos
Damasceno, Raul
Astral Cultural
59,90
Estoque: 30
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“Nada no mundo é maior e mais assustador que o amor de uma mãe por um filho.” Juriti não queria ser mãe. Desde o instante em que soube da gravidez, começou a ser perturbada pela ideia de uma besta alojada no ventre. Sáusa, por outro lado, enxerga n a maternidade um caminho para o sagrado. De Sáusa desaguou Raminho. De Juriti encarnou Evangelino. Enquanto um sufoca pelo excesso — de afetos, de cuidados, de presença —, o outro amarga a falta dentro de si, e goza da liberdade que só a rejeição p ode proporcionar. Nesta isolada vila de pescadores, onde as redes podem trazer maldições em meio aos peixes, o anzol lançado por suas mães atravessa as guelras destes rapazes, abrindo neles a ferida da culpa e dos desencontros. A inocência dos dois s e afoga em mar aberto e não há acalento — nem de mãe ou do divino — capaz de dar jeito. É preciso que um se torne Deus para conceder milagres ao outro. Em Parir monstros; devorar filhos, Raul Damasceno volta ao mercado editorial com um texto ainda m ais visceral e impactante, mas sem perder o brilhantismo que marcou seu romance de estreia, O rio que me corta por dentro.
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