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Pitangas Verdes
Botter, Mariana Lobato
Labrador
49,90
Sob encomenda 8 dias
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"Ao mesmo tempo delicado e duro, este livro fala das agruras de mulheres que se tornam mães cedo demais – pitangas verdes – sem ter noção do que isso significa. O que eu ia fazer com uma criança? De onde eu tinha tirado a ideia de ter um filho?, se pergunta Ana. Acompanhamos a personagem em uma espécie de processo terapêutico. Ao esvaziar o apartamento da mãe, falecida durante a pandemia, ela revive – agora como adulta – aspectos dolorosos da infância. Percorre o museu de sua vida c om cada cacareco que sua mãe, curadora dos afetos, preservou.
O processo prossegue graças à presença de um therapon – em grego, aquele que cuida – na figura de Marcia, uma motorista de Uber. Essa desconhecida a ajuda a dar um destino às cinzas da cremação à qual não pôde estar presente. Ao fim do percurso, Ana consegue deixar num canto três décadas de abandono. O livro nos toca porque todas conhecemos o valor de uma frase dita por Marcia, tão simples quanto rara: Descans a, querida."
– Marion Minerbo
"Uma sensível e contundente jornada pela memória. Mariana costura os tempos dos amores e relações, que, como no caso das pitangas, às vezes não amadurecem.”
– Mariana Salomão Carrara "O luto, as muitas violências de gênero, as agruras da maternidade. Mariana Lobato lança um olhar severo sobre a existência de uma mulher, um olhar a um só tempo agudo e real. Seu livro faz um retrato impiedoso do mundo, do qual no entanto não conseguimos nos afastar.”
– Julián Fuks
"Delicado e intenso, este primeiro romance de Mariana Lobato Botter desconstrói corajosamente a ideia romântica que envolve a maternidade, sem com isso negar o amor que permeia uma relação tão forte e nada simples como a que envolve mãe e filha.
Nesta história marcada por silêncios, a palavra dá forma ao que um dia foi impossibilidade e dá voz ao que já não precisa calar: percorrendo anos em dias, a nar rativa mergulha nas lembranças e pensamentos da filha que, ao se despedir da mãe, consegue perdoá-la e se perdoar – também ela, a mãe que ainda precisa de tempo para amadurecer.”
– Silvana Tavano
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